POR FERNANDA MACEDO - COM SUPERVISÃO DA COMUNICAÇÃO EAJ
O surgimento e a história da Banda de Música da Escola Agrícola de
Jundiaí se confundem com a história da própria Escola, e a ausência de um
projeto específico contribuiu para alguns lapsos nessa trajetória. Mas desde o
ano de 2013, em que fora instituída como grupo de arte e cultura da UFRN, a
Banda tem cerca de 40 integrantes que se apresentam em diversas cidades do
interior do Estado: Goianinha, Touros, Cajueiro de Touros, Vera Cruz, Lagoa
Salgada, Lagoa de Pedras, São Miguel do Gostoso, Santa Cruz, entre outras, e em
eventos como a Teia Nacional da Diversidade (ação do Ministério da Cultura em
parceria com a EAJ), abertura de Jogos escolares na cidade de Barcelona,
Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU) e a Semana de Ciência,
Tecnologia e Cultura (CIENTEC).
Os alunos entram em harmonia tocando instrumentos de percussão da BMEAJ,
caixas, repiques, pratos, lira, surdos, tambor/bumbo. Os participantes também
tocam seus próprios instrumentos de sopro, como saxofone, trombone, pistón,
clarinete e trompete.
Fazem parte da Banda alunos de cursos técnicos integrados, subsequentes
e graduação da EAJ-UFRN, e de cursos do Campus Central. Por ser um Projeto de
Extensão aberto para a comunidade de Macaíba, estudantes de escolas do
Município também participam. Este ano o grupo fez um belo desfile nas ruas da
cidade de Macaíba, com 32 integrantes, à frente um grupo de metais, sendo
sempre a Banda mais esperada do evento todos os anos. Nesse desfile, o
responsável pela regência foi um aluno da EAJ, Rafael Costa Lima, que
participou do projeto durante o Ensino Médio, depois foi bolsista do Fundo de
Apoio a Extensão (FAEX), voluntário, e agora está na orientação do grupo na
parte musical.
Após o ano de 2010, com a morte do Professor Evilásio Paiva de Araújo,
no dia 14 de julho de 2010, que regia a Banda, o Projeto ficou sem professor
responsável e com risco de acabar. Foi por causa disso, e do fato de não ser musicista,
que a Professora Viviane Medeiros, que coordena o projeto juntamente com o
professor Aldair Rodrigues da Silva, convidou o aluno que regeu a banda em
2011, Cledson Nunes, e elaborou o Projeto de Extensão com sua ajuda e a ajuda
dos colegas professores da Escola de Música da UFRN. Ela também contou com o
apoio dos colegas não músicos da EAJ, Eronilson Vieira, João Inácio da Silva
Filho e Júlio César de Andrade Neto.
A coordenadora descreve como esta ação tem mudado histórias através da
arte: "Quando pensei no projeto sem ser musicista, juntei amigos, entre
eles um bolsista que tinha conhecido há pouco e soube que estudava música.
Convidei-o para ser o primeiro bolsista, e um amigo militar da reserva, José
Laureano, para ser o regente. No ano seguinte, com a saída do Regente, Allysson
Pablo Melo Ferreira, de 26 anos, nosso primeiro bolsista, assumiu ainda
assustado a regência do grupo. Depois de dois anos concluiu seu curso com TCC
sobre o projeto BMEAJ, depois como voluntário fez especialização em Educação
Musical e mais uma vez sua monografia sobre a Banda. Foi lindo! Ainda hoje
longe da banda pelas mudanças da vida, Allysson vem nos assistir nos desfiles
em Macaíba”.
O atual Diretor da EAJ, o Professor Júlio César também destaca a
importância da Banda para a Escola e comunidade de Macaíba "A Banda da
Escola é uma forma de aliar cultura e entretenimento à população ao mesmo tempo
em que leva o nome da Escola Agrícola de Jundiaí/UFRN. É mais uma oportunidade
de integração da instituição com a sociedade. Destaco, neste sentido, a atuação
da professora Viviane, a baluarte da banda".
Patrimônio Artístico e cultural da UFRN
Neste mês de Setembro, a Banda Marcial da Escola Agrícola destacou-se no
Catálogo do patrimônio Artístico e cultural da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte, lançado pelo Núcleo de Arte e Cultura da UFRN (NAC-UFRN), outro
grande feito que evidenciou a BMEAJ quanto meio de integração entre Academia e
comunidade.
Apaixonada por música, a Professora Viviane finaliza dizendo: “Eu acredito
na música, na arte como parte importante da cultura, da essência humana. Fico
muito satisfeita de ter contribuído para isso".
É com alegria, muito esforço dos participantes e entre declarações sobre
quanto participar da banda facilitou a socialização, desenvolvimento da
sensibilidade, a suportar a ausência da família e a se manter na escola, que o
Projeto tem gerado frutos, levando a momentos mágicos, arrancando choros e
sorrisos emocionados e ajudando a melhorar vidas através da arte.
FONTE – CIDADÃO MACAIBENSE


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